Thomas Pesquet em imagens inéditas no Futuroscope

Thomas Pesquet em imagens inéditas no Futuroscope© ESA/NASA

O parque temático Futuroscope, o primeiro a nascer em França em 1987, estreia esta nova temporada, recém-inaugurada a 10 de Fevereiro, com um filme de 25 minutos que conta uma história cósmica, narrada pelo próprio protagonista, o francês Thomas Pesquet, o mais jovem astronauta da Agência Espacial Europeia (ESA).

Com co-produção do Futuroscope, o astronauta francês conta-nos as suas aventuras, desde o seu treino numa piscina em Houston (EUA) até aos últimos minutos a bordo, numa missão de 196 dias no espaço. As imagens inéditas são projetadas no maior ecrã da Europa, com qualidade imax laser 4K, levando os visitantes ao coração dessas viagens cósmicas e a aprender sobre a beleza e a fragilidade do planeta, assim como sobre o lugar do ser humano no universo.

“Dentro dos grandes sonhos dos homens, tanto do imaginário como de feitos tecnológicos e humanos, a dimensão espacial tem o seu lugar dentro da nossa oferta”, afirma em comunicado Dominique Hummel, presidente da direção executiva do parque. “Esta temática revela a dimensão pedagógica do Futuroscope com um conteúdo aberto ao público em geral.”

Thomas Pesquet

Formado em Engenharia Aeronáutica na Escola Nacional Superior de Aeronáutica e Espaço, em Toulouse (França), Thomas Pesquet começou por trabalhar como investigador na Agência Espacial Francesa (CNES, na sigla em francês) e depois como piloto de aviões Airbus A320 na companhia aéria Air France. Em 2009, foi convidado para o curso de astronauta da Agência Espacial Europeia (ESA, na sigla em inglês), tornando-se membro da terceira turma de astronautas da agência, juntamente com os italianos Luca Parmitano e Samantha Cristoforetti, o inglês Timothy Peake, o alemão Alexander Gerst e o dinamarquês Andreas Mogensen.

Em 2014, foi aquanauta no laboratório submarino oceanográfico Aquarius, na Flórida (EUA), durante a missão NEEMO 18 (missão de operações em meio ambiente extremo) da NASA. Só foi ao espaço dois anos mais tarde, em 2016, a bordo da nave Soyuz MS-03, lançada de Baikonur (uma cidade do Cazaquistão administrada pela Rússia) para uma estadia de longa duração na Estação Espacial Internacional (ISS, na sigla em inglês), integrando as expedições 50 e 51.

Em 2017, Pesquet foi um dos astronautas a falar com alunos portugueses, que receberam no Auditório José Mariano Gago (no Pavilhão do Conhecimento, em Lisboa) uma chamada diretamente da ISS. Antes disso, o francês já tinha publicado no seu Twitter fotografias que tirara no espaço a Portugal, como uma do estuário do Tejo ou outra de uma vista noturna do Porto, em que é possível distinguir as duas margens do Douro.

Futuroscope

Inaugurado em 1987, o Futuroscope é o primeiro parque temático de França e o segundo parque mais visitado da Europa, já tendo recebido mais de 50 milhões de visitantes, tendo alcançado dois milhões só no último ano. Com cerca de 60 hectares, dois deles dedicados especialmente às crianças, celebrou em maio de 2017 o seu 30.º aniversário.

Conta com mais de 25 atrações por ano, 50% renovadas de dois em dois anos, recorrendo à tecnologia e à inovação para criar experiências únicas, muitas vezes de imersão com recurso a, por exemplo, realidade virtual.

Para além do filme sobre a aventura espacial de Thomas Pesquet, os visitantes podem ter outras aventuras relacionadas com o espaço ou com outra disciplina científica, como a química. No Bar’Lab, por exemplo, poderão experimentar comida molecular, com preços que vão desde os dois aos 4€. Outra atração a não perder é o Aerobar que serve bebidas com os cabelos ao vento e pés a baloiçar, a 35 metros do solo, das 14h às 18h, com preços que vão desde os 6,50€ aos 11€ por um copo de champanhe.

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Raquel Dias da Silva. Licenciada em Ciências da Comunicação - Área Opcional de Jornalismo e a frequentar o Mestrado em Comunicação de Ciência na FCSH-UNL, gosto de observar, desmontar fenómenos e partilhá-los através de histórias. Apaixonada por jornalismo (sobretudo cultural, ambiental e de ciência), alimento-me do que me faz pensar - teatro, livros e outros quebra-cabeças - e do que me deixa sem palavras - natureza, gastronomia, música e a arte de fotografar.

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