Faça como quiser, mas não feche os olhos ao cancro da bexiga

Faça como quiser, mas não feche os olhos ao cancro da bexiga

O cancro da bexiga é um dos cancros mais comuns em todo o mundo. A Sociedade Portuguesa de Oncologia lançou um filme animado, em maio passado, o mês da sensibilização para o cancro da bexiga.

Os números, da Organização Mundial de Saúde, confirmam que o cancro da bexiga sentencia, todos os anos, a vida de 165 mil pessoas. Em Portugal, estima-se que anualmente sejam diagnosticados 1.800 novos casos.

Faça como quiser, mas não feche os olhos é o mote da iniciativa que conta com o apoio do actor Diogo Infante, que dá voz ao projecto num filme animado com várias mensagens de alerta, dirigidas sobretudo aos homens, as maiores vítimas deste tipo de tumor maligno.

Ao contrário das células normais, as células de cancro da bexiga não respeitam as fronteiras do órgão, podendo invadir os tecidos circundantes ou disseminar a outras partes do organismo. Embora não se conheçam as causas para o cancro da bexiga, existem alguns factores de risco:

  • como o tabagismo,
  • a exposição a substâncias como a fuligem de carvão ou produtos químicos,
  • ter tido inúmeras infecções da bexiga,
  • o uso prolongado de algálias,
  • pedras nos rins ou na bexiga,
  • o uso de determinados fármacos de quimioterapia ou de radioterapia pélvica,
  • transplante renal,
  • Síndrome de Lych
  • ou antecedentes familiares.

As estatísticas confirmam que é sobretudo entre o sexo masculino, e nos homens com idade superior a 65 anos, que se conta o maior número de casos.

Os médicos alertam para sinais como sangue na urina, dores abdominais, dor durante a micção ou irritação na bexiga. É importante consultar o médico de família ou um urologista.

Uma sondagem recente, que contou com cerca de dez mil participantes de seis países diferentes, revela que quase um em cada 10 adultos nunca ouviu falar da doença. A estes juntam-se os que nunca ouviram falar da doença e os que confirmam não saber identificar os sintomas. Na verdade, mais de metade das pessoas ignoram os sinais de alerta, razão porque é urgente combater o preconceito e mostrar que a doença existe e pode roubar vidas.

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Raquel Dias da Silva. Licenciada em Ciências da Comunicação - Área Opcional de Jornalismo e a frequentar o Mestrado em Comunicação de Ciência na FCSH-UNL, gosto de observar, desmontar fenómenos e partilhá-los através de histórias. Apaixonada por jornalismo (sobretudo cultural, ambiental e de ciência), alimento-me do que me faz pensar - teatro, livros e outros quebra-cabeças - e do que me deixa sem palavras - natureza, gastronomia, música e a arte de fotografar.

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