Hassan Fathy, o Arquiteto dos Pobres

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No dia 23 de Março, a Google celebrou com um doodle, o 117.º aniversário do arquitecto, engenheiro e inventor egípcio Hassan Fathy por ser pioneiro em novos métodos arquitectónicos, respeitar a tradição e valorizar todas as classes sociais — e que lhe valeu um Prémio Aga Khan de Arquitectura em 1980.

Os doodles, que surgiram em 1998, são versões surpreendentes do logótipo da Google, criadas para comemorar feriados, aniversários e a vida de artistas pioneiros e cientistas famosos.

Fathy é reconhecido pela sua arquitectura sustentável, pela utilização de recursos locais e técnicas eficazes e ecológicas, de fácil manutenção. Crítico da industrialização, voltou-se para o estudo das construções rurais da sua região, sobretudo da construção artesanal com tijolos de adobe.

Em 2009, publicou Arquitectura para os Pobres. Uma experiência no Egipto rural, uma obra incontornável na história da arquitectura contemporânea. Num relato que prima tanto pelo rigor científico como pela reflexão filosófica, narram-se os trabalhos de construção de uma nova cidade com recurso a técnicas tradicionais de construção em terra.

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Fonte: Wook

O ano passado, a RTP lançou um episódio de três minutos, no âmbito do programa Grandes Africanos, sobre Hassan Fathy e que destaca o estudo que o arquitecto desenvolveu sobre as construções rurais em Alexandria (no Egipto). Assim como o facto de ter incentivado e capacitado os habitantes a fabricarem e construírem os próprios materiais e edifícios.

2 Comments

  1. Não existe arquitectura de ricos e pobres. Existe boa e má arquitectura com orçamentos altos ou baixos. Como a música. É possível fazer boa arquitectura sem muitos custos para um rico.
    Eu vejo mais do lado da sustentabilidade.
    Afinal a casa inteligente não é aquela que tem muitos sistemas automáticos, é antes aquela que não depende de muita energia e é autossuficiente em termos de conforto térmico.
    Cumps

    • Concordo totalmente contigo, mas Hassan Fathy ficou conhecido como “o Arquiteto dos Pobres”, não fui eu que o nomeei! Aliás, ele até escreveu um livro chamado “Arquitectura para os Pobres”, como eu refiro na minha publicação. De qualquer forma, tudo o que disseste é acertado. Obrigada pelo comentário assertivo. Espero continuar a ver-te por estes lados. Cumps

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